Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 17/02/2020

Durante um telejornal do SBT, a jornalista Rachel Sherazade provou controvérsias ao apoiar a tortura feita por populares, a um jovem acusado de furto. Consequentemente, milhares de pessoas na rede, manifestaram-se a favor, deste episódio. Esse cenário, dentre tantos outros que ocorrem diariamente na mídia, demostra o poder exercido pela mídia à violência e a justiça social. Isso ocorre devido a necessidade da população de uma auto defesa,bem como a carestia da mídia em obter audiência.

A priori, é inegável a proporção que a mídia exerce, sob os indivíduos, ao motivar a visibilidade da violência. De certo modo, é um fato a espetacularização midiática fornecida a sociedade, com o intuito somente de obter audiência. Em meio a isso, a população sofre modificações comportamentais, bem como em suas relações sociais, devido à cultura do medo instalada pela propagação dessas notícias escandalizadas.

Além disso, de acordo com Émile Durkheim, o indivíduo é moldado a partir de influências exteriores e, já nasce sendo imposto pela sociedade através de leis e códigos. Assim sendo, as comunicações em massa, possuidoras de grande poder coercitivo, ao transmitirem aos telespectadores cenas violentas, corroboram para que o mesmo passe a adquirir apreço pelo mesmo.

Em vista do exposto, há diversas maneiras da mídia incitar tanto a violência, quanto à justiça pelas próprias mãos perante a sociedade. Portanto, cabe aos próprios  veículos midiáticos, exponham de maneira menos sensacionalista as informações. Como também, o Governo Federal deve agir de modo que promova uma fiscalização integral a essa mídias ,com o intuito de que as mesmas não propaguem mais “alienação” a população.