Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 19/02/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Nacional dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem-estar social. De maneira análoga, na obra ‘’ Utopia “, o escritor inglês Thomas More, se destacou no campo literário ao narrar uma sociedade coesa e equitativa, ausente de conflitos sociais. Não obstante, no Brasil, observa-se o contrário, um exemplo é a influência midiática na vida do adolescente, que tem como alicerce não somente a falta de atenção dos responsáveis, mas também os conteúdos assistidos pelos jovens. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas e consequências do problema em questão.

A priori, vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, segundo o site de informações globo e economia. Outrossim, seria racional acreditar que possuímos um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é o oposto e o resultado está sendo refletido claramente na tela apresentada no momento de lazer das crianças, que proporciona o crescimento de acordo com aquilo que lhe reflete, muita das vezes - suscetíveis a violência. Nessa perspectiva, conforme jornalista e dramaturgo Irlandês, George Bernard, ‘’ È impossível progredir sem mudanças’’, ou seja, o Brasil precisa colocar em pauta essa situação social que prejudica tanto no desenvolvimento da criança, quanto na sua evolução.

Ademais, a falta de políticas públicas como impulsionador do problema. Embora essa cultura esteja enraizada em vários aspectos da sociedade, ela é mutável e está em constante construção. Segundo Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, de forma que ao introduzirmos novas regras de comportamento possamos mudar essa construção cultural, fazendo com que se modifique em função da educação e para a população”. Diante de tal cenário, consoante aos pensamentos do filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Entretanto, precisa investir em medidas que aborde o assunto em questão.                                                 Urge, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Para isso, cabe ao Estado, em conjunto com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, investir em educadores que dialogue com os adolescentes sobre suas atividades no momento de lazer, por meio da criação de palestras com os pais e responsáveis, fomentando a importância na participação e no entretenimento dos jovens, através de verbas governamentais, a fim de proporcionar o distanciamento de canais inadequados. Assim, será possível voltar a utopia e finalmente o Estado poderá proteger os seus filhos como propôs Hegel, para que sejam impasses resolvidos e a sociedade se transforme.