Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 20/02/2020

Com o surgimento da Terceira Revolução Industrial, muitas tecnologias foram inventadas, com um claro destaque para os avanços nas produções de aparelhos de comunicação global, como o computador, o rádio e a televisão. Nesse cenário, diversos problemas foram potencializados, pois, na atualidade, qualquer pessoa consegue dissipar más opiniões rapidamente para um grande público. Paralelamente a isso, é possível afirmar, ainda, que diariamente milhões de pessoas pelo Brasil e pelo mundo estão tendo suas consciências moldadas por concepções midiáticas que ferem os valores, as leis e a ordem vigente nos países.

Nesses termos, vale um aprofundamento acerca dos elementos que compõem a questão dos maus influenciadores. Com o ubíquo uso de redes sociais, tal como o Facebook e o Youtube muitos indivíduos têm veiculado informações de caráter violento e transgressor das regras sociais, fato que foi muito verificado nas últimas eleições no Brasil, em que foi possível observar um grande contingente de pessoas incitando o ódio e ao comportamento agressivo para com as diretrizes democráticas do Estado brasileiro. Tudo isso acaba cooperando para desestabilizar o âmbito social, gerando balbúrdias e atividades delituosas.

Supracitadas algumas das partes integrantes da temática proposta, pode-se citar como os meios de comunicação social podem afetar o imaginário das pessoas. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o consciente coletivo, isso é, as concepções vigentes no meio social determinam a mentalidade do indivíduo. Com essa assertiva o pensador conseguiu sintetizar o cerne do problema, que é a penetração maléfica que ideias ruins podem ter na formação de um cidadão, principalmente àqueles que estão imersos em ambientes totalmente desprovidos de ferramentas preventivas contra  os informadores mal-intencionados

Assim sendo, é nítido que há muitos impasses no que concerne os problemas oriundos do mundo jornalístico e opinativo no Brasil, por isso faz-se necessária a criação de políticas que venham  a proporcionar o máximo de contentamento possível. Portanto, urge que o Poder Legislativo crie leis mais objetivas sobre os limites entre o que é liberdade de expressão e o que é a dissipação de concepções criminosas nas mídias, fazendo determinações claras no que tange a distinção entre o crime e a livre opinião. Com isso, as pessoas estariam mais protegidas de serem contaminadas e subvertidas a ideais anárquicos. Ademais, é mister que o Governo Federal desenvolva palestras públicas em escolas sobre a importância da diferencição entre informações boas ou ruins para a formação individual. Fazendo-se isso, as futuras gerações estariam mais aptas a se protegerem dos atuais danos  informativos.