Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 06/03/2020
A mídia possui um papel fundamental na sociedade, como o de elevar e de democratizar o acesso à informação e ao conhecimento. Entretanto, ela tem ultrapassado esse limite e instigado algumas pessoas cometerem atos de violência e de justiça com as próprias mãos. Por meio de, notícias sensacionalistas que se beneficia com a falha do sistema de segurança pública e do “comportamento de manada” intrínseca nas pessoas. Com isso, evidencia-se a necessidade de reverter essa situação caótica.
Em primeira análise, é fato que a mídia, atualmente, não só possui grande alcance, como também expõe o público a muitos conteúdos. Dessa maneira, a busca pela audiência, através do sensacionalismo e boatos, além da precariedade da segurança no país, instigam angustia e aflição na sociedade, como resultado há a formação dos “justiceiros”. Um exemplo disso, Fabiane, moradora de Guarujá, foi acusada de ser uma sequestradora de crianças que atuava na região. Linchada por centenas de pessoas enfurecidas, ela não teve sequer o direito de se defender, sendo levada, então, à morte. Consequência de uma ação ilegal baseada em opiniões e boatos de redes sociais.
Além disso, destaca-se a cultura intolerante e preconceituosa presente na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, multidões são manipuladas pelas mídia, o que provoca o “comportamento de manada”, caracterizado por indivíduos que reagem de maneira semelhante, mesmo que de forma irracional, apenas por causa da pressão exercida pelo grupo. Tal efeito, pode ser observado na instauração do regime nazista na Alemanha, no qual se apoderou da mídia para conseguir controlar toda a sociedade, e que até hoje, tem suas ideias transmitidas a todos os países pelas redes sociais.
Portanto, é relevante desenvolver ações que coíbam tanto essa realidade social, como a mídia para que exerça somente o seu papel que é o de informar. Desse modo, cabe ao Poder Legislativo, como órgão que visa a criação de leis, estabelecer limites a todos envolvidos com mídias sociais, com o objetivo de aplicar punições aos que incitam a violência. Além disso, as escolas podem informar alunos, pais e comunidade, por meio de campanhas e palestras a importância de respeitar ao próximo e de como agir com notícias falsas e sensacionalistas das redes sociais. Assim, terá-se no Brasil uma sociedade tolerante e consciente dos seus atos.