Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 28/02/2020
Violência Midiática.
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - documento que inspirou diversas constituições de estados democráticos - o indivíduo possuí o direito de viver em segurança. Conquanto tal ideal jurídico está em discrepância com a realidade atual, já que as notícias midiáticas estão promovendo a violência e corroborando para a sua expansão de forma exorbitante.
É fato que a imprensa tem o papel fundamental de levar informações a sociedade. Entretanto, atualmente em busca de lucro ela visa incitar emoções de raiva e vingança incentivando o sentimento de revolta para atrair expectadores. Um exemplo dessa observação é a felicidade coletiva que ocorre quando um delinquente é morto. Ademais, a convivência com este tipo de conteúdo torna-se um problema quando se torna rotina na vida das pessoas, formando assim uma sociedade agressiva e sem consonância com o ideal de segurança social.
Urge pois salientar no corolário de futuros adultos agressivos e desrespeitosos. de acordo com o Ambito Jurídico estima-se que um adolescente é exposto a 200 mil casos de violência exibidos na televisão até os 18 anos de idade. Ademais, com a normalização destes atos agressivos, ocorre uma dessensibilização dos jovens, corroborando indubitavelmente para uma abertura maior ás práticas de bullyng.
Portanto, a fim de garantir a diminuição da incitação à violência na mídia, cabe ao Poder público por meio da destinação de recursos a educação, promover informe educativos mediante as redes sociais para ensinar a população a fazer uma avaliação crítica das notícias ofertadas pela mídia e também desenvolver uma conscientização dos pais sobre o impacto que pode causar a juventude dos filhos, com essas medidas ocorrerá uma maior possibilidade de uma reflexão coletiva sobre as consequências das notícias violentas exaltadas pela mídia.