Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 03/03/2020
Para Theodor Adorno, filósofo que estuda a Indústria Cultural, a mídia cria certos esteriótipos que tiram a liberdade de pensamento dos espectadores forçando imagens, muitas das vezes errônea, em suas mentes. Nesse contexto, o sensacionalismo da violência divulgado em busca de audiência, fere os preceitos éticos e morais, uma vez que incentiva os cidadãos a praticarem justiças com as próprias mãos, visto que os meios de comunicação, ocasionalmente mostrarem o Estado, como ineficiente no combate ao crime. Diante disso, é crucial de medidas para minimizar essa problemática no Brasil.
Convém ressaltar, a princípio que segundo o sociólogo Marx Horkheim, os meios de comunicação perdem sua função social, tendo como exclusivo objetivo a produção de informações com o intuito de arrecadar capital. De mesmo modo, a indústria publicitária brasileira, por estar alinhada aos interesses de mercado, publicam notícias de crimes de forma sensacionalista que muitas das vezes mostram o governo como ineficiente, dessa maneira, muitos indivíduos por ser sentirem desprotegidos pelo Estado sente a necessidade de fazerem justiças com as próprias mãos. À vista disso, contribuindo para o aumento dos casos de crimes no país,por conseguinte, é necessário que esses meios divulguem as notícias de forma consciente sobre os impactos que essas vão gera na população.
Outrossim, para Paulo Freire, é preciso buscar uma “cultura de paz”. Contudo, algumas empresas de comunicação não contribuem para a tese defendida pelo educador, dado que noticiam crimes em forma de espetáculo para a sociedade. Nesse sentido, provoca terro, bem como insegurança nos brasileiros fator que corrobora para o aumento da violência, pois algumas pessoas por ter a ilusão que os fatos mostrados na mídia são totalmente verdadeiros e por acreditarem que a lei na nação não é aplicada comentem crimes devido ao pensamento de que não serão punidos e acreditam que estão combatendo a criminalidade. Portanto, essas empresas precisam serem responsabilizadas pelas noticias que divulgam.
Destarte, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Em vista disso, o Congresso Nacional deve formular leis que limitem essa divulgação de forma sensacionalista, por meio de direitos e punições descumprirem, a fim de acabar com essa influência midiática que coloca muitas das vezes o Estado como ineficiente. Além disso, cabe ao Estado a ampliação da fiscalização de empresas que incentivem a justiça com as próprias mãos, por intermédio da criação de um órgão de denúncias online em que os cidadãos possam denunciar esses meios que incitam a violência. Assim sendo, contribuindo para mitigação do impasse.