Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 07/03/2020
Para o pensador francês Pierre Bourdieu, " Aquilo que foi criado para ser um instrumento de democracia, não se deve ser convertido em uma ferramenta de manipulação “. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierna cenário brasileiro, tendo em vista a contínua incitação e repugnância aos delitos cometidos pelos infratores, além da maneira de como é propagado. Isso se evidência não só pelo sensacionalismo no qual as informações são expostas, mas também pelas opiniões particulares que são emitidos.
A priori, o clima eufórico e tendencioso de notícias que são repassadas para a população gera tensão e caoticidade, isso porque, inúmeras reportagens são veiculadas com a prerrogativa de que é preciso mais violência e repressão no combate de tais atos criminais. Correlativo a esse agravamento, é válido ressaltar que, de acordo com o conceito de " habitus " do sociólogo francês Pierre Bourdieu, as visões sociais são determinadas pelas agências, como a mídia. Dessa forma, torna-se evidente que os meios midiáticos são um dos fatores responsáveis pela mudança de comportamento em sociedade.
Outrossim, jornalistas utilizam dos próprios mecanismos e opiniões para defender uma determinada tese, tendo como prerrogativa as suas próprias convicções morais e políticas. Análogo a esse fato, é de suma importância observar sob a perspectiva do filósofo Friedrich Shiller, segundo o autor, é desprezível a tentativa de impor e justificar determinadas ações por meio da violência, mesmo que esses argumentos sejam válidos, logo tais honrarias estimularia um sentimento de revolta e apelo
É necessário que haja uma punição para quem incita a violência, o poder legislativo poderia discutir um pacote de lei que limitasse ações e estipularia normas de conduta aos meios de comunicação. Ademais, cabe ao redator do jornal e as demais funções administrativas no que tange aos princípios de normas e condutas, desenvolver práticas que valide o uso persuasivo e pessoal do informante, com o intuito de oferecer uma matéria isenta e de credibilidade