Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 11/03/2020

A princípio de tudo, é necessário conceituar que a mídia pode ser feita por qualquer cidadão que possua uma ideia e o poder de transmiti-la, seja na forma de vídeos, livros, jogos e etc. A partir disso, é possível analisar que diversos conteúdos midiáticos incitam a violência, influenciando diretamente no pensamento da audiência, principalmente o público mais jovem, o qual é mais suscetível a qualquer tipo de ideologia.

Existe, desde muito tempo, na televisão aberta (TV), a predominância pelo relato de acontecimentos cotidianos, dando maior ênfase em casos de agressão, por parte dos criminosos e às vezes da população, assassinatos e dentre outros crimes hediondos. Essas matérias podem incentivar o público a reproduzir tais ações ou, o caso mais comum, revoltar-se contra os infratores, buscando resolver a situação por conta própria, podendo acarretar em prisões, mortes, e, principalmente, a divulgação da violência  praticada nas redes sociais, podendo gerar mais violência. Nesse sentido, é possível observar a grande responsabilidade que a TV possui sobre os assuntos transmitidos, tendo em vista que jovens, em processo de formação, também consomem seu conteúdo.

Então, esse publico mais novo acaba consumindo notícias mais chocantes. Pela frequência desse contato, podem concluir que a agressão, por exemplo, é algo normal, tendo em vista que esse público infanto-juvenil se assemelha a uma tábula branca, como explica o filósofo britânico John Locke. Ele diz que, a principio, não somos nada, são as nossas experiências que nos formam como pessoas, portanto, a experiência de assistir a esse tipo de notícia pode levar os jovens a serem violentos.

Mediante aos problemas apresentados, fica evidente que o Ministério da Cidadania em parceria com o Ministério da educação devem orientar os grupos midiáticos a diminuírem a regularidade com que transmitem matérias sobre violência, exibindo mais conteúdos que inspirem os jovens e o resto da população a criar e pensar criticamente, de modo que o índice de violência caia, assim fazendo jus ao “progresso” na bandeira brasileira.