Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 05/03/2020
O Código de Hamurabi, primeiro conjunto de leis do mundo, defende a autotutela, ou seja, a resolução de conflitos sem supervisão jurídica, no qual uma das partes se sobrepõe a outra. Na realidade brasileira, essa prática é estimulada pela mídia, ocasionando tanto um pensamento violento homogêneo quanto divulgação de ideias que ferem a legislação, sendo fulcral tomar medidas contra a ação
A expressão do pensamento de parte significativa dos apresentadores decorre com uso de frases violentas e preconceituosas, a exemplo de “bandido bom é bandido morto”. Dessarte, além de fomentar uma cultura de ódio, contribui para dados alarmantes de mortes intencionais - de acordo com o Mapa da Violência, mais de quinhentas e cinquenta e três mil mortes entre 2016 e 2006 foram intencionais. Dessa forma, deve haver punição àqueles meios de comunicação que incitem tal prática criminosa. Outrossim, há aqueles que defendam essas ações, alegando serem exercício da liberdade de expressão. Sob esta ótica iminente, tal incentivo a nível nacional aliena sua audiência. Segundo os pensadores da Escola de Franky Max Horkheimer e Theodor Adorno, a sociedade vive uma dialética do consumo, na qual recebe informações de forma constante e unilateral, formando um pensamente de massa. Nesse sentido, a mídia manipula os espectadores ao não disponibilizar opiniões díspares, estimulando esses “justiceiros” e explicando os dados do Mapa da Violência citados.
Portanto, com o fito de evitar estimular crimes, o Poder Legislativo deve punir aqueles influenciadores da internet e imprensa por meio de um projeto de lei que multe ou, em casos mais graves, os condene a prisão. Ademais, emissoras precisam abordar pontos de vista divergentes e de forma respeitosa para com a Constituição Federal, por intermédio de debates em seus programas, visando evitar formação de “justiceiros”. Somente assim é possível evitar um retrocesso ao Código de Hamurabi e os dados alarmantes de mortes intencionais.