Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 20/03/2020
Sabemos a importância da mídia em seus diversos formatos. Seja ela televisiva, online, auditiva ou impressa, o alcance das informações nunca mais foi o mesmo após seu advento. Entretanto, ao mesmo tempo em que obtemos conhecimento sobre o mundo através da mesma, podemos ser maleficamente influenciados, com a incitação da violência, muitas vezes
propagada por alguns locutores.
Nesse sentido, é possível notar opiniões pessoais e irredutíveis tomarem o lugar em narrativas que deveriam ser imparciais. Isso ocorre com frequência nos telejornais, onde o apresentador, movido pela indignação diante de alguma notícia ruim, começa a dissertar sobre o que faria com o meliante ou o que tal pessoa merece. Esse comportamento pode ressaltar a intolerância e o ódio, já existentes na população, e tornar comum a chamada justiça com as próprias mãos.
Dito isso, percebemos grupos na sociedade em que essa ideia diverge. De um lado, acredita-se na total liberdade de expressão, sem filtros. Por outro lado, há quem defende um limite até onde se deve ir ao se expressar. Tal pensamento visa a valorização da ética profissional e social e o bom senso em detrimento da desordem que palavras impensadas e drásticas podem gerar.
Portanto, em relação à incitação da violência que a mídia pode causar a partir de opiniões pessoais, mudanças são necessárias. O Ministério Público, junto ao Governo Federal, deve impor regras mais claras e definidas aos comunicadores, sejam eles de programas de televisão, do meio da internet ou de jornais impressos. Haveria então a proibição aos jornalistas de dar opiniões agressivas e que apoiassem a justiça com as próprias mãos. Além do bloqueio de canais online que propagassem ideias de ódio e intolerância à população.