Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 10/03/2020
Durante a Alemanha Nazista, o Hitler monopolizou o que foi transmitido pela mídia social da época, o rádio, para colocar em prática seu projeto autoritário no país, com uso da manipulação da opinião dos cidadãos.Contudo, a mídia não pode tanto incentivar a justiça com as próprias mãos, quanto qualquer tipo de violência. No entanto, não é isso que é visto nas mídias sociais, tal como a discurso de ódio nas redes sociais e a criação de uma realidade falsa de impunidade pelos apresentadores de programas.
Vale ressaltar, a princípio, que as redes sociais revolucionaram o modo de interação entre pessoas, de modo que a informação é compartilhada com muita velocidade e com alcance enorme.Entretanto, na maiorias das vezes ela não passa por um filtro de autenticidade, por causa desse fator, os criminosos aproveitam da ausência de verificação e compartilham mensagens de ódio, racista, ufanistas para manipular a opinião dos interlocutores como o ocorreu na Alemanha de Hitler. Em conformidade com a modernidade líquida de Zygmunt Bauman, a sociedade não pensa a longo prazo e adapta-se facilmente as objetividades do pós-moderno.Dessa forma, muitas pessoas aceitam como verdade as mensagens recebidas e podem fazer retaliação injusta contra o ser da publicação nas redes sociais.
Outrossim, muitos apresentadores de jornais criam uma sensação de impunidade na população com uso de discursos demagogos. Dessa maneira, eles criam no imaginário da sociedade por meio de sucessões de afirmações infundadas, bem como que a polícia prende e a justiça solta, bandido bom é bandido morto, a comunidade é local do tráfico e consumo de drogas e se as leis não mudarem a população deve agir. Conforme a ética de Aristóteles, o estado deve, por meio da justiça, buscar o equilíbrio da sociedade. Dessa forma,com a falta de compromisso de alguns apresentadores quando transmitem suas reportagens o equilíbrio aristotélico não é garantido, haja vista que é necessário locais para que possam denunciar e uma regulamentação mais clara sobre as regras a serem seguidas no jornalismo para evitar más condutas e suas consequências.
Portanto, urge ao Ministério da Justiça criar um canal de denúncia de discurso ódio praticado nas redes sociais, mediante parceria com as redes sociais para que usem seus algoritmos para identificarem os discursos odiosos, de modo que se possa não só identificar os odiadores, mas também puni-los na justiça, a fim de evitar o incentivo de violência.Ademais, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, por meio da consulta popular, deve formular regras claras que os jornalistas não podem fomentar a justiça com as próprias mãos com uso de discursos manipuladores transmitidos a sociedade que criam uma realidade de impunidade e, sobretudo, a vontade do povo agir por conta própria contra os outros.