Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 11/03/2020
É evidente na sociedade o poder manipulador que a mídia tem sobre os indivíduos, essa apresenta padrões e comportamentos diante de algo. A arte cinematográfica tem conhecimento do poder que possui sobre os telespectadores e como seu conteúdo pode incitá- los a reproduzirem situações fictícias na realidade. Os meios midiáticos produzem cada vez mais conteúdos violentos, ou que estimulem a vingança com as próprias mãos. Em face disso, cabe ao público e órgãos públicos, tomar nota dos efeitos negativos que a propagação de tal programação pode oferecer.
Em primeira análise, deve- se analisar o filme “O Justiceiro”, que retrata a história em que o protagonista perde a família em homicídios coletivos e que, para se vingar, decide fazer o mesmo com a família do mandante do crime. Tal ação ignorou completamente órgãos governamentais e pôs em prioridade apenas a vingança em mesmo grau. Nesse contexto, é possível destacar a justiça com as próprias mãos, visto que o nome da produção retrata exatamente isso.
Dessa forma, pode- se fazer analogia do filme a vida real, como o caso ocorrido em 2017, na cidade de Mato Grosso, uma vez que um homem foi suspeito de chefiar um agrupamento de pessoas, chamados de “justiceiros”, que visava retribuir aos criminosos, crimes de mesma proporção contra os próprios, atitude que -na maioria dos casos- ocorre com a justiça sendo feito pelas próprias mãos. Entretanto, é importante conhecer a linha de pensamento de Sartre, “Qualquer violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Desse modo, é um ponto a ser relembrado ao exigir que atitudes governamentais sejam tomadas diante do problema apresentado.
Portanto, cabe aos policiais militares serem instruídos, ainda dentro de seu curso formacional, como prosseguir em casos acima, por meio de palestras e orientações corretas para a condução da situação, evitando assim, a derrota, metaforicamente, segundo o raciocínio de Sartre, impedindo que a violência seja combatida com mais violência. Ademais, cabe ao Estado tomar providências a respeito da divulgação em massa de conteúdos que incitam a violência, por meio de uma breve análise sobre a mídia a ser compartilhada ao público e pôr limites plausíveis em produções. Tais atitudes agirão em conjuntos em busca da redução de estímulos e má conduta diante de ocorrências.