Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 02/04/2020
A constituição brasileira de 1988 diz que ninguém deve ser submetido a tortura, nem tratamento desumano ou degradante. Contudo, essa garantia parece não ser válida, a medida que a mídia incentiva à violência e a justiça com as próprias mãos.
Hodiernamente, o cidadão, inconscientemente, é manipulado pela mídia; e isso pode fazer com que surja nesse meio uma espécie de radicalismo no viés da violência, a qual pode ser vista, pelo indivíduo, como uma forma de justiça. Isso ocorre pois os meios de comunicação possuem algoritmos seletivos, os quais funcionam como filtros de pesquisa que selecionam apenas aquilo que os internautas conhecem e concordam; o que favorece a radicalização de opiniões acerca da violência, como exemplo, a justiça como as próprias mãos.
Ainda sob esse viés, esses filtros podem levar os indivíduos a verem opiniões alheias, as quais eles se identificam, e assim nesse meio surgem os “Haters”, os quais usam da violência verbal para propagarem suas ideias, por meio da intimidação e humilhação virtual, e o pior de tudo é que eles atraem outras pessoas e incentiva elas a fazerem a mesma coisa.
Portanto, é necessário que esse problema seja amenizado. Logo, é dever da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, visto que ela é responsável pela coordenação das ações públicas referentes aos direitos do cidadão, conscientizar a população a cerca dessa manipulação e suas consequências, por meio da mídia, pois é nela que isso ocorre, com o intuito de fazer com que a população evite o radicalismo, através da busca por opiniões alheias e o respeito à elas.