Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 28/03/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, uma vez que a imprescindibilidade de discutir sobre o perigo que a mídia pode ocasionar apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da alienação mediática quanto da ausência parental . Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Antes de tudo, é fulcral pontuar que não só a violência como também a realização da justiça com as próprias mãos, ambos originados pelo meio de difusão de informação , derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , embora, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, contribuindo assim, para a construção de uma comunidade que possui todas as suas decisões e ações tomadas por intermédio do meio de difusão de comunicação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente .
Ademais, é imperativo ressaltar a ausência parental como promotor do problema. De acordo com Karl max, a imprensa divulga aquilo que a classe dominante deseja. Partindo desse pressuposto, essa ausência é causado pela questão da mobilidade urbana em contexto nacional. Sendo notório, o Governo Federal diminuindo impostos visando o consumo de carros , tendo por consequência a dificuldade da flexibilidade no trânsito . Por conseguinte, impedindo que os pais deem mais atenção ao que os menores assistem ou ao que eles acessem na internet. Tudo isso retarda a resolução do óbice, já que a falta da presença de um responsável contribui para perpetuação desse quadro deletério.
Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na comunidade canarinha. Dessarte, com o fito de amenizar a efetivação da violência por meio da mídia, é necessário que o MEC (Ministério da Educação) entre em parceria com as escolas objetivando realizar palestras sobre como o meio de difusão de informação pode interferir nas ações na vida cotidiana de uma pessoa. adicionalmente , sendo responsabilidade das direções escolares postar nas redes sociais, Facebook e Instagram tais palestras , mas também distribuir folhetos e adicionar à matriz curricular aulas sobre a educação mediática . Enfim, atenuar-se-á , em médio e longo prazo , o impacto nocivo da violência causada pelo meio de difusão de comunicação , e coletividade alcançará a utopia de More.