Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 29/03/2020

Historicamente, a mídia tem sido utilizada para influenciar os pensamentos e atitudes da população, como no caso da propaganda nazista, que incitava a perseguição dos judeus. Da mesma forma, outros fenômenos como a justiça com as próprias mãos e a violencia generalizada estão relacionados com a libertinagem expressiva e a propagação de discursos de ódio nos veículos midiáticos.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que a libertinagem midiática refere-se a incitação da violencia por parte de alguns programas, utilizando como justificativa a liberdade de expressão constitucional. Desse modo, é comum alguns apresentadores e atrações comunicativas se colocam como defensores populares, pregando o justiçamento como forma de justiça e inferiorizando a proteção estatal. Contudo ameaçar a existência dos indivíduos e causar conflitos sociais, não são formas de liberdade, mas sim de opressão.

Outrossim é a propagação de discursos de ódio nos meios de comunicação. Como afirmado por pensadores da Escola de Frankfurt a mídia é responsável por massificar o pensamento, ou seja, implica diretamente na forma de pensar de uma grande parte da população. Assim, programas que pregam a violencia como resolução de problemas ou como  forma de poder influenciam essas ações em uma grande parcela popular, contribuindo para o aumento dos mais diversos tipos de negligencias.

Em suma, os conteúdos propagados nos veículos midiáticos implicam no comportamento violento e justiceiro popular. Evidentemente tornam-se necessárias mudanças, como a utilização de campanhas nos meios de comunicação, que foquem na denúncia dos delitos e na efetividade da lei a fim de evitar o justiçamento social. Outro ponto, é a necessidade de leis oriundas do poder Legislativo que punam discursos de ódio em conteúdos midiáticos, com o intuito de promover o respeito e proteção para um maior número de indivíduos. Assim, será possível ter uma mídia democratizadora contrariando o modelo nazista.