Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 31/03/2020
Promulgado pela ONU em 1984, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social.Contudo, podemos observar como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos na sociedade brasileira, com a divulgação desenfreada de notícias que fomentam o sentimento de terror e insegurança junto à indignação pela impunidade de criminosos.
Primeiramente,vale ressaltar que a segurança é um dos fatores principais no desenvolvimento de um País.Sendo assim, uma sociedade que é horrorizada por crimes bárbaros e sofre com a ausência de defensores públicos o suficiente para manter a ordem, tende a agir por conta própria.De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf no livro ‘‘A lei e a ordem’’, A anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade.De maneira análoga, a anomia assemelha-se ao atual cenário brasileiro, à medida que a própria população pratica crimes hediondos contra seus agressores.
Ademais, a impunidade de criminosos é um fator que contribui como um catalisador do problema à medida que a mídia faz questão de divulgar esses casos para fomentar ainda mais a revolta popular.‘‘No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho’’, Através desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada e a impenitência criminal é um destes carente de resolução.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para resolver o impasse. Para a contenção da propagação de notícias que incitem a desordem pública é necessário que o senado federal e a câmara dos deputados aprovem, em conjunto, leis anti-disseminação de exposições que comprometam a ordem social e desenvolvam punições para quem não as cumprem.Somente assim, será possível conter esse problema e garantir as proposições da Declaração Universal dos Direitos Humanos a todos.