Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 01/04/2020
O nazismo, na voz de Joseph Goebbels, incitou a violência contra etnias ditas inferiores, por conseguinte, muitos obedeciam com a ideia de que estavam fazendo o correto. Hodiernamente, percebe-se a configuração de um cenário semelhante na ação da mídia, em virtude do modo como é transmitido as notícias, as quais são sensacionalistas e dramáticas, promovendo a revolta popular. Por isso, visualiza-se dois principais fatores para esse impasse: a “menoridade” e a “banalidade do mal”.
A princípio, consoante Immanuel Kant, a “menoridade” é a incapacidade do indivíduo de servir-se de seu próprio entendimento sem a direção alheia. Sob essa ótica, a mídia aproveita-se da menoridade de alguns telespectadores para criar um discurso de ódio, gerando, inclusive, um sentimento de insegurança e de revolta social. De fato, muitas emissoras propagam uma visão dramática e sensacionalista, com o objetivo de receber audiência. Entretanto, essa ação cria um panorama caótico, visto que a incita o sentimento de vingança pelos que se encontram na “menoridade” e, logo, são incapazes de seguir um pensamento crítico sobre o assunto.
Outrossim, Hannah Arendt, filósofa alemã, cria o conceito de “banalidade do mal” com base no evento do nazismo, ela afirma que a violência é banalizada e vista como trivial, caso seja cumprida com uma finalidade. Com efeito, os nazistas matavam e no final se achavam heróis. Da mesma forma, a população, pela influência da mídia, cria preconceitos e, assim, age sob o seus preceitos; por exemplo, o ladrão é desumanizado e visto como uma aberração, por consequência, a violência contra ele é vista como banal.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação a criação de uma campanha chamada “Consciência Crítica”, na qual deve ser realizado um debate nas aulas de história, nas escolas, em que fatos como o nazismo deverão ser estudados com uma visão crítica, de modo a discutir sobre o assunto e, com isso, impedir que a geração atual permaneça no estado de menoridade. Além disso, o Ministério das Comunicações deve realizar uma reunião com as emissoras, para solicitar a mudança do modo de transmissão das notícias.