Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 02/04/2020
No filme “Coringa” é mostrado episódios onde cidadãos da cidade Gotham cometem, a chamada, justiça com as próprias mãos. Em um desses episódios o candidato a prefeito é assassinado depois de um discurso de descaso político, onde ele insulta os pobres locais. Tal discurso têm como meios, televisões e rádios e é, portanto, propagado pela mídia. De fato, os meios de comunicação em massa servem para difundir tanto discursos de ódio quanto ações e notícias boas, afinal seu papel é informar as pessoas, porém, quando ela passa a incitar a violência, o problema surge.
Logo, quando um agente da mídia, como repórteres, jornalistas ou locutores de rádio, faz um discurso difamador que tem como objetivo estimular ódio e violência a pessoas ou pessoa, ONGs ou até um partido político ele está incitando um possível crime. A mídia que estimula um crime é tão responsável quanto o seu executor, os justiceiros, ou seja, é um trabalho em conjunto, enquanto um cria e levanta a ideia do crime o outro executa.
Em suma, a chamada justiça com as próprias mãos cometida pelos justiceiros tem como consequências desordem e caos, já que na maioria da vezes ela é injusta e acaba em morte e linchamentos. Além da contribuição da mídia, a ineficiência dos policiais, também está ligada ao comportamento dos justiceiros. Muitas vezes as pessoas se sentem desprotegidas e insatifeitas com a má qualidade da polícia e resolvem tomar atitudes e ações por conta própria, causando mais violência e agravado o quadro de criminalidade do país.
Portanto, algo deve ser feito para acabar com as incitações de violência e discursos de ódio propagados pela mídia. Para isso acontecer o Ministério da Justiça deve apurar e punir, não só os justiceiros, mas também os agentes da comunicação que estimulam a violência, com uma pena igual para as duas partes, por meio de um mandado judicial. A pena deve ser dada, conforme a violência e o discurso do agente de comunicaçãoe deve ir de seis meses a vinte anos.