Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 14/04/2020
A liberdade de imprensa é fundamental num estado democrático de direitos tendo em vista que promove informações, debates e troca de experiências entre as pessoas. No entanto, percebe-se que hodiernamente, no Brasil, a liberdade de imprensa está ligada a fatos que incitam a violência, recrudescem os mais diversos tipos de preconceitos que fortalecem o discurso do ódio.
Infere-se, portanto, que o discurso do ódio é uma forma de pensamento que discrimina grupos da sociedade pelas suas diferenças, sejam estas de cor, raça, religião, orientação sexual, comportamental, entre outros. É considerado uma violência verbal e toma como base sentimentos e conclusões individuais que incita e leva a violência.
A título de exemplo, em 2014, a jornalista de TV Raquel Sheherazade violou os direitos humanos, o estatuto da criança e do adolescente ao fazer apologia à violência quando disse num país de tantas violências era compreensível a atitude de um grupo de jovens que espancou um adolescente acusado de furto e filmou-o e divulgou as imagens na internet.
Em dias mais recentes, julho de 2019, o jornalista Vinícios Guerrero incentiva no seu canal de youtube seus seguidores a promoverem uma revolução socialista armada com o assassinato do presidente Jair Bolsonaro.
Logo, em razão da onda de violência exercida por meio desses discursos verbais ou escritos, urge a necessidade do governo impor medidas para atenuar a situação, seja retomando a discussão sobre a regulação da imprensa seja impondo limites para coibir a violência, a intolerância e o ódio comunicado nas matérias jornalísticas. A imprensa não é propriedade particular, é um patrimônio do povo e deve concorrer com a promoção do bem da sociedade.