Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 14/04/2020

O código de Hamurabi - Olho por olho, dente por dente - vem de 1.770 antes de Cristo, ou seja, este comportamento de vingança feita pela vítima sempre foi apoiado. Entretanto, mesmo no século 21 ainda se tem entraves históricas do passado, com a mídia influenciando vítimas a serem justiceiros, como em jornais onde se manipula informações e também com a banalização da violência e sua repetição excessiva de casos.

Primeiramente, deve-se analisar como os jornais podem aumentar os casos de violência, de acordo com o conteúdo apresentado. Sendo assim, entrevistas com o agressor, que pode ocorrer de seus telespectadores se sensibilizarem com a pessoa afetada, pode gerar revolta e então, a criação de justiceiros. Como analisado, em uma entrevista na Rede TV, pelo psicólogo Almiro Borges o caso criminoso sofrido pela Fabiane Maria de Jesus, que sofreu linchamento, pelo descontrole social causado pelas reportagens onde se tem a banalização da violência.

Secundariamente, observa-se que a repetição das agressões acaba gerando um discurso populista de que esse comportamento agressivo é normal. Dessa forma, consoante o Marcelo Crespo da comissão de Crimes e Tecnologia, se observa a intenção de quem divulga as informações. Sendo assim, quando feito na intenção de injúria ou difamatória, deve-se responder no âmbito civil.

Portanto, é necessário combater esse comportamento justiceiro causado pela mídia. Logo, a mídia como o Facebook que é a rede social mais usada, tem que punir seus usuários que apoiam e incentivam a justiça com as próprias mãos e os jornais junto com o governo, tem que fazer mostrando as consequências judiciais de quem tem essa prática. Consequentemente, tornando a nação verde e amarela um lugar melhor.