Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 14/04/2020

O código de Hamurabi, escrito há mil anos a.C, apresentava leis em que indivíduos poderiam revidar ofensas por meio de violência. A regra era ‘‘olho por olho, dente por dente’’. Atualmente, de uma forma menos esdrúxula, presencia-se uma alusão ao código. Indivíduos estão realizando justiça com as próprias mãos, sem ao menos saber a veracidade da acusação. A omissão do Estado tem contribuído para tal ato, porém, existem outros meios para combater a violência.

Em primeiro lugar, é fundamental analisar as motivações da justiça com as próprias mãos. Assim, a impunidade das leis brasileiras e o curto período de detenção torna o sistema falho e revoltante, assim como dados do IBGE apontam que mais de 90% dos assassinatos saem impunes no Brasil.De acordo com estudos recentes do Conselho Nacional de Justiça ( CNJ), no qual 70% dos ex-presidiários voltam a cometer crimes. Dessa forma a população, descrente ao cenário atual, e ao ver que a força estatal não tem tido êxito na na solução dessa problemática, tenta resolve-la por si.

Entretanto, o ato de realizar “justiça” por si próprio,implica em uma série de injustiças, Além de ser ilegal, e portanto um crime, frequentemente o criminoso acusado não cometeu nenhuma infração. Como no famoso caso da “Bruxa de Guarujá”, em que foi compartilhado um boato nas redes sociais, no qual uma mulher estaria realizando bruxaria e sequestrando crianças. Em seguida, diversos moradores a perseguiram e a agrediram até a morte. Apesar do ocorrido, nenhum dos moradores sofreu punições pelo estado. Diante disso, tem-se um paradoxo, pois ao tentar fazer “justiça” sozinho, comete-se diversas injustiças.

Dessa forma, acaba tornando um circulo vicioso, onde as pessoas se veem injustiçadas e desacreditadas na justiça e nas suas leis e acaba se autodefendendo.Para que medidas possa ser tomadas em prol da melhoria da segurança do todo , o governo deve criar e rever suas normas referentes à justiça e as injustiças direcionadas a sociedade.Ademais, parcerias com ONG’S e associações estudantis devem ser construídas juntamente com o MEC,havendo uma conscientização para com as pessoas, dos riscos que se corre ao fazer justiça com suas próprias mãos.