Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 10/04/2020
No governo de Getúlio Vargas, a mídia foi usada para moldar o modo de agir da população e conter o posicionamento da oposição. De fato, esse é um exemplo do poder de influência dos meios de comunicação nas ações humanas. Por certo, graças a exposição continua de conteúdos violentos, tal capacidade de influenciar passou a se relacionar com o aumento da violência e da justiça com as próprias mãos na sociedade. Certamente, urge mudanças.
Primeiramente, é importante ressaltar que os veículos comunicacionais, por meio da exibição de conteúdos violentos, influenciam ações agressivas. Sem dúvida, isso vai de acordo com o pensamento de Marshall McLuan, pai da publicidade, ao afirmar que “o homem cria a ferramenta e a ferramenta recria o homem. Decerto, análogo a esse pensamento, é notório que a mídia –ferramenta- influência nas atitudes do povo. Indubitavelmente, tal fato é alarmante, visto que, se a os meios midiáticos funcionarem como disseminadores de conteúdos agressivos, estará incentivando à população a aderir posturas bárbaras. Ademais, isso ocorrerá de forma mais constante se o conteúdo for exibido de forma contínua, pois atingirá um público cada vez maior.
Outrossim, seria leviano não mencionar que o contato direto com materiais violentos alastra o número de casos de justiça com as próprias mãos. Por certo, esse fato vai de acordo com Durkheim, sociólogo moderno, no seu pensamento sobre fatos sociais, no qual o pensador afirma que o contato constante com um certo tipo de prática, incentiva novos casos da mesma. Assim, como os meios midiáticos promovem exibições de ações ilegais de justiça, incentivam a continuação de posturas iguais as exibidas. Inquestionavelmente, esse cenário é preocupante, já que a mídia possui um grande alcance de telespectadores, que, se forem influenciados negativamente, podem gerar um grande caos social, por meio de repetidas ações sem intermédio da lei.
Portanto, tendo em vista o papel da mídia na influência de ações violentas, o Ministério da Educação deve propor intervenções, por meio de projetos de formação contínua, a fim de treinar à população para não refletir no cotidiano o que está exposto nos meios comunicacionais. Além disso, tais medidas podem ser tomadas a partir de palestras com profissionais das áreas e transmitidas, em horário nobre, pelas emissoras televisivas, para atingir um maior número de pessoas. Assim, a sociedade se distanciará do poder, utilizado por Vargas, de influência sobre as ações do povo e diminuirá o número de casos de violência e de justiça com as próprias mãos.