Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 14/04/2020
Em julho de 2017,o jovem Ruan Rocha teve a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa por dois homens que almejaram punir o rapaz pelo ato e isso repercutiu nas redes sociais.Assim, considerar que a mídia não influência na visão dos cidadãos sobre a violência e a justiça pode ser equivocada, valendo - se de uma mídia sensacionalista e a construção de imagem do investigado.Para a mudança dessa situação é necessário a conscientização e o apoio dos agentes judiciais.
Vale mencionar, em primeiro lugar, que o sensacionalismo no meio da comunicação é prioridade para o aumento da audiência, através do exagero. No entanto, para a sociedade estes meios de informação pode ser prejudicial, como de acordo com o filósofo Vilem Flusser, a imprensa hoje é majoritariamente um espaço dedicado ao mundo das aparências, diante disso, é notário observar que a internet propaga conhecimento muitas vezes distorcido ou caracterizado pela falta de concretos fatos que pode levar ao indivíduo para conclusões precipitadas.
Cabe mencionar, em segundo lugar, que as pessoas atualmente são influenciadas pelo o que ver na internet. Como resultado, a mídia apresenta uma certa “solução” e acaba levando a sociedade a buscar a justiça fora da lei, pois segundo a Constituição Federal “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória “. Tal situação torna evidente que os portais de notícias criam uma imagem distorcida ou com falta de fatos concretos que influi a visão da população sobre o crime relatado.
Portanto, para que a influência dos meios de informações seja positivo, é indispensável que a população fiscalize os portais que observam as notícias e sempre pesquisar em sites seguros e conhecidos. Ademais, o governo deve investir na melhoria do sistema judiciário, com privatizações de dados pessoais e conhecimentos dos casos. Para que assim, a justiça seja feita da maneira correta sem precisar do uso da violência.