Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 14/04/2020
A Suécia foi o primeiro país do mundo que implementou a liberdade de expressão como lei, assim foi garantido o direito para os jornais publicarem livremente desde que o conteúdo fosse real e sem difamação.Contudo, no Brasil o noticiário ultrapassa esse limite quando incita violência para os telespectadores, por meio de discursos violentos de reportes e com a construção de um único perfil para os autores do crime.
Em primeiro plano, o papel do jornalismo na democracia é informar e ajudar na formação de opinião da população por meio de fatos. No entanto, muitos apresentadores utilizam abordagens que ridicularizam vítimas e autores de crimes banalizando portanto os casos. De acordo com a matéria do site UOL, homens que esquartejaram mulheres na cidade de João Pessoa deixaram um bilhete para o apresentador do jornal local que é conhecido por brincadeiras e piadas durante o programa. Por isso, é visível que quando o jornalista não é integro ao transmitir ele dá palco para o criminoso.
Sob essa análise, é tácito que a grande mídia desenvolveu um padrão para o autor do crime no Brasil, um indivíduo negro e pobre. Dessa forma ela moldou a forma como a sociedade lida com esses cidadãos discriminando e rotulando. Esse cenário se formou, através de reportagens sensacionalista na favela e a cerca de operações polícias, em detrimento da glamourização da classe alta brasileira. Toda essa conjuntura de busca pela melhor imagem e furo, por muitas vezes fere os direitos humanos e a integridade do indivíduo.
Portanto medidas são necessárias para resolver esse impasse, o Ministério de Comunicações deve implementar uma lei que fiscalize e puna jornalistas que incitam a violência ou ridicularizam casos em rede nacional, para que casos graves como assassinatos não sejam banalizados. Além dos veículos de comunicação ficarem atentos aos seus porta vozes fiscalizando o que transmitem para o público. Por meio dessas soluções o jornalismo cumpre seu papel na democracia.