Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 15/04/2020

As mídias, tanto tradicionais quanto as mais novas (redes sociais online), têm grande influência nas ações e opiniões populares, tendo grande poder sobre a vida das pessoas, podendo influenciar até mesmo em decisões grandes e importantes, como a presidência de um país.

À medida que as mídias foram ganhando espaço na internet, começa-se a ver um espaço sendo ganho também pelas chamadas “fake news”, em outros termos, notícias falsas. Em virtude disso, foi visto que em 2018, segundo a Organização Avaaz, 98% dos eleitores de Jair Bolsonaro foram expostos a fake news, que em sua maioria eram direcionadas ao maior opositor do atual presidente, Fernando Haddad e seu partido, sendo que 90% dos expostos acreditaram nessas informações, comprovando, em síntese, a influência das mídias sociais e suas notícias falsas.

Essas mesmas notícias falsas vitimaram Fabiane Maria de Jesus, que veio a óbito após ser espancada por pessoas que viviam próximas a ela, em 2014. Fabiane foi vítima de uma informação veiculada em uma página do site Facebook, em que a acusavam de praticar rituais de magia negra e sequestrar crianças. Por conseguinte, sem nem mesmo ter chance de se defender, Fabiane foi linchada e morta no Guarujá.

Nietzsche dizia que “não há fatos, apenas interpetações”, e é incrível como isso se encaixa na veiculação de notícias falsas no mundo atual e em como são credibilizadas pela população. Com a situação dos dias de hoje, é importante que haja atenção para duas coisas que podem evitar a disseminação de fake news, sendo a primeira delas o fortalecimento de leis pelo poder Judiciário, e a criação de leis, principalmente no que se trata do meio virtual. A segunda ação seria a criação de criticismo desde a infância, por meio de exercícios padagógicos que exercitem essa faculdade mental, para que assim as crianças cresçam sabendo acreditar no que de fato é real, exterminando o espaço existente para as fake news.