Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 14/04/2020
A prática da justiça com as próprias mãos nem sempre foi considerada um tabu pela sociedade. A famosa expressão “olho por olho, dente por dente” pode ser encontrada em um conjunto de leis escritas chamado Código de Hamurabi, advindo da região da Mesopotâmia. Em uma dessas leis, consta-se que o criminoso poderia ser punido na mesma intensidade do crime cometido, o que no Brasil, atualmente, é proibido por lei.
Em primeiro plano, a mídia pode muito bem incentivar isso,falando mal dos bandidos e incentivando nos fazermos alguma coisa contra isso e não esperar as autoridades fazer alguma coisa contra isso. com isso nos acaba se prejudicando fazendo a justiça com a propria mao e acaba sendo preso.Consequentemente, indivíduos sem uma formação sólida sobre justiça podem vir a cometer injustiças com as próprias mãos quando em momentos de revolta regredindo ao estado de guerra hobbesiano.
Outrossim, há a dimensão cultural da questão. Thomas Hobbes definiu que o homem, em seu estado natural, está em constante guerra e violência, cabendo ao governo e à educação salvaguardar a proteção. Não obstante, a formação escolar brasileira não trata de forma aprofundada a justiça, tangenciando-a em poucas aulas de ciências humanas, devido a [6] existência de outros extensos conteúdos a serem lecionados.
Torna-se cristalina, dessa forma, a necessidade de se intervir nesse problema. Para tal, é necessária a mudança na estrutura educacional. Logo, as escolas devem abordar com mais atenção os aspectos da justiça. Mais detalhadamente, aulas de sociologia e história que abordem Max Weber e Thomas Hobbes podem ser usadas para propor discussões mediadas pelo professor, o que incutirá nos alunos o ideal de justiça. Com essa medida, que não exclui outras, espera-se que se diminua a barbárie e diminuam as semelhanças com Bruzundangas.