Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 05/05/2020
O personagem de historias em quadrinhos “Homem-Aranha”, criado por Stan Lee, representa um adolescente normal que se torna um meta-humano e usa os poderes para combater o crime na cidade de Nova Iorque. Peter Parker, adolescente por trás do herói, e um clássico justiceiro social. Contudo isso não se limita apenas a ficção, na via real pessoas são incitadas à “justiça com as próprias mãos” pela mídia que comercializa o caos e naturaliza a violência. Sendo assim cabe a órgãos regulamentadores regulamenta-la.
Em primeira instância, um estilo midiático tem se tornado recorrente, que se aproveita da violência gerando medo, em suma comercializa o caos. A exemplo dessa mídia sensacionalista: o programa “Barra Pesada”, transmitido pela emissora regional TV Jangadeiro, ele não prioriza o jornalismo investigativo e sim a violência, além de ter como objetivo imprimir medo. Consequência disso é o linchamento real causado pela impressão de desordem. Em outas palavras quando há a ideia de caos instaurado as pessoas param de acreditar na eficacia de órgãos de justiça e assim assumindo a responsabilidade deles.
Em segunda instancia, a sociedade moderna naturaliza a violência, tendo em vista que historias em quadrinhos como as do super–herói Batman, que é em sua essência um justiceiro. Esse tipo de personagem sendo adorado por crianças contribui para um ideal positivo de violência, principalmente em meninos que já tendem a ser agressivos, e incentiva a justiça com as próprias mãos no futuro.
Em suma, cabe ao “Conar” regulamentar telejornais como “Barra pesada” por meio da criação de mais regras sobre conteúdos sensíveis, como horários específicos e proibir linguajar incitativo, deixando o programa estritamente jornalistico a fim de diminuir a ansiedade do telespectador. Além disso é importante o incentivo a outras formas de entretenimento para crianças, que não visem a violência para que historias como Batman e Homem-Aranha permaneçam apenas nos quadrinhos.