Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 28/04/2020

É fato que as mídias de comunicações tornaram o mundo mais interativo e possibilitou um maior acesso à informação. Contudo, essa acessibilidade também trouxe alguns impasses para sociedade brasileira como a apologia a violência e a justiça com as próprias mãos. Nesse contexto, compreendem-se dois fatores que dão ênfase a discussão: o sensacionalismo das emissoras de televisão, bem como o aumento da incitação da violência nas redes sociais.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o sensacionalismo das emissoras de televisão é um dos principais contribuintes para a violência na sociedade. Segundo dado divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018, mostrou que cerca de 80% das emissoras televisivas do mundo usam o sensacionalismo para obter maior audiência, em que dão destaques para as notícias que causam comoção na população e indignação social, por causa da banalização das informações de grande relevância. O impacto dessa realidade é que essa difusão demasiada incentiva à prática da agressividade e da justiça com as próprias mãos, o que torna toda nação cada vez mais violenta.

Em segundo plano, presencia-se o aumento da incitação da violência nas redes sociais. A internet ao longo do tempo se tornou um atrativo para alguns usuários, devido ao fácil acesso e sua longa expansão, que utilizam o anonimato para promover e disseminar o ódio e a violência no Brasil. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, revelou que 60% dos casos registrado de violência e de justiça com as próprias mãos são combinados e preparados pelas redes sociais como: WhatsApp e Facebook. Dessa forma, essa lacuna permite que a internet proporcione uma maior propagação de notícias falsas e conteúdos inapropriados que causam uma instabilidade social diante dos comentários distorcidos da realidade que são publicados nas mídias sociais.

Considerando o que foi discutido, fica evidente, portanto, que o Governo Federal, como provedor dos direitos e garantias fundamentais, desenvolva palestras de conscientização para diminuir o sensacionalismo das emissoras e a incitação da violência nas redes sociais, em parceira com os Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em consonância com escolas e comunidades debates sobre como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos. Assim, será possível garantir a segurança e bem-estar social de qualidade, que, de fato, abarque toda população brasileira. Só então, a máxima dos direitos e garantias será atingida.