Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 15/04/2020
Na teoria do filósofo Thomas Hobbes, autor da obra “Leviatã”, o homem é o lobo do próprio homem, sendo necessário um Estado que controle esse “estado de natureza”. Não distante desse pensamento, a carência de justiça na sociedade brasileira remete a uma série de atos “vigilantes” violentos da própria população, que aclamam por mudanças na segurança pública atual. Em primeiro lugar, é fundamental analisar as motivações da justiça com as próprias mãos. Assim, a impunidade das leis brasileiras e o curto período de detenção torna o sistema falho e revoltante, assim como dados do IBGE apontam que mais de 90% dos assassinatos saem impunes no Brasil. Além disso, a insegurança e responsável pela retomada de ideais considerados naturalistas, em que o homem e tratado como ser “animalesco”, uma vez que o caos implantado no Espirito Santo em fevereiro é uma prova de como a sociedade necessita de coerção e como atualmente, carece disso. Ademais, convém ressaltar os impactos dessa injustiça. Dessa forma, o sujeitamento da própria população no julgamento cruel e indevido reflete em uma sociedade desmoralizada e ainda mais injusta, visto que essa é a função da justiça brasileira. Para isso, é fundamental uma reforma judiciaria, com leis mais severas que garantam a justiça e a permanência dos detentos, além da ampliação da segurança pública, com mais viaturas policiais e fiscalizações.A mídia pode,com o apoio de ONGs,criar campanhas publicitarias que desestimulem o senso “animal” de revolta e incentivem a cobrança governamental de integridade. Por fim, cabe a conscientização da própria sociedade, buscando a cobrança por mudanças dos atos políticos para que, enfim, esses atos “vigilantes’’ não interfiram na legitimidades dos brasileiros