Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 15/04/2020
O primeiro conteúdo televisionado da história foi um dos discursos de Adolf Hitler, nazista que marcou terríveis feitos em meados da Segunda Guerra Mundial, e também responsável por expandir a impressa. Ademais, tornou o que hoje ela é, grande corrente de informações, porém, não de total imparcialidade, pois a mídia vem desempenhando um papel estimulador de violência sobre a população. E de modo infeliz, a ausência de fiscalização por autoridades que regem esse setor, torna isso cada vez mais constante e preocupante.
É indiscutível o quanto deplorável é a postura de alguns jornalistas ao colocar em questão seu posicionamento em uma reportagem em rede nacional. Esses, geralmente, são em jornais policiais que possuem como temática violência e drogas, como o jornal “Cidade Alerta” da TV Record. A conduta a ser seguida deveria ser, exclusivamente, de comunicador, contudo, muitos estão fazendo o papel de instigador à violência. Para reverter a situação, segundo a “UOL”, a rede Globo proíbe jornalistas à opinarem ao vivo.
Consoante ao sociólogo francês Edgar Morin, a forma como nós produzimos conhecimento produz também ignorância, ou seja, é muito comum os telespectadores tomar as dores de alguma reportagem e querer fazer justiça com as “próprias mãos”, então é de extrema importância que tudo que for dito seja filtrado anteriormente, pois atitudes como essa pode amenizar o pior, porque segundo a Friedrich Schiller, filósofo alemão, a violência é terrível mesmo quando a causa é justa.
Portanto, o Ministério das Comunicações deverá fazer fiscalizações frequentes por meio da leitura de roteiros e relatórios do redatores, garantindo a independência da notícia e do noticiador, a fim de tornar a imprensa brasileira mais impessoal. Dessa forma, o impasse será solucionado gradativamente.