Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 16/04/2020

Com a banalização da violência explicita da TV, torna-se comum apresentadores de jornais policiais pintado-se como juízes expondo crimes e condenando réus que em sua maioria são pobres, negros e moradores de comunidade periférica. Em 2015, Clenilson Pereira foi amarrado e agredido até a morte pela população no Maranhão por ser suspeito de um assalto, tirando dele o direito básico da vida.  Desse modo é necessário a discussão a respeito de preconceito sociais e raciais, além do que a criminalização da incitação a violência.

Sob tal viés, o sistema de justiça real nem sempre atende aos desejos da população, fazendo com que cresça o sentimento de impunidade. Em contrapartida apresentadores de jornais policiais denotam soluções simplistas e rápidas para crimes bárbaros, expressões como “bandido bom, é bandido morto” incita aos telespectadores a fazer justiça com suas próprias mãos. Toda via, não é comum que esses jornalistas apresentem suas opiniões aos crimes de colarinho branco,sendo esses cometidos em sua maioria pela elite, salientando mesmo que internalizado racismo social.

Nesse contexto, apresenta-se a problemática a respeito da influência que as transmissões desses jornais levam à população mais carente de informação, fazendo acreditar que o punitivismo é a escolha aceitável, entrando em oposição aos direitos humanos sob o respaldo de liberdade de expressão.

Infere-se, portanto a, importância do governo federal junto com a própria mídia para a realização de propagandas com o intuito de informar a sociedade à cerca de crimes coletivos, para que haja entendimento de leis que resguardam a população à um julgamento real.