Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 22/04/2020

As mídias tradicionais e novas, como as mídias sociais, são grandes influenciadoras do comportamento da população, principalmente de pessoas pouco instruídas. Os discursos de ódio são comumente vistos em telejornais e redes como o Facebook.

É visível a quantidade de telejornais sensacionalistas que se utilizam de narrativas agressivas, com falas parecidas com “bandido bom, é bandido morto”, explicitamente incitando a violência, o que influencia os pensamentos dos telespectadores. Como diz Elza Soares, são “hienas na tv”, que se aproveitam de crimes horrendos para conseguir audiência e se aproveitam desses discursos convenientes para uma sociedade em desespero com a violência evidenciada.

Outro meio de disseminação do discurso de ódio, as redes sociais, têm outro problema agregado: as fake news. Aliás, um caso que pode exemplificar isso é o de Fabiane Maria de Jesus, que segundo o jornal Folha de São Paulo, foi vitima da publicação de uma notícia falsa em uma página de rede social, na qual diziam que Fabiane exercia rituais de magia negra com crianças sequestradas por ela. A citada faleceu, após ser linchada por pessoas que residiam próximo a ela.

Nesse sentido, é visto que a consolidação de leis pelo poder Legislativo, que incriminem quem usufrui de discursos agressivos e que incitam a violência, é necessária, para que assim a frequência com que esses elóquios são vistos seja diminuída. É preciso também que o Ministério da Cidadania promova campanhas que conscientizem a população em relação a fake news, fazendo com que as pessoas saibam disseminar fontes confiáveis e não confiáveis.