Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 24/04/2020

O papel do jornalismo na sociedade contemporânea

O jornalismo atual tem como principal função: ser intermediário entre a sociedade e acontecimentos relevantes para o conhecimento público. No entanto, no Brasil, quando em meio a essa comunicação, ocorre interpretações por parte do informante de como o espectador deve pensar e agir com tal informação, contribui-se para o aumento da violência e revolta da população, que por ausência de opinião própria e incentivo ao pensamento crítico, acaba seguindo pensamentos bárbaros por parte desses jornais parciais.

A priori, é nítido que a principal causa do aumento da violência e de pensamentos de fazer justiça com as próprias mãos, tem como principal fruto, parcialidades de jornais que ao invés de comunicar somente, passam opiniões de cunho agressivo para a população. Segundo o filósofo John Locke, os seres humanos nascem como folhas em branco e, ao longo de suas vidas, vão moldando-se e formando suas personalidades a partir de suas experiências. Dessa forma, esses jornais, mesmo que indiretamente, acabam ao expor suas opiniões de teor injurioso, influenciando a sociedade a pensar de tal maneira.

Ademais, é imperativo pontuar a falta de incentivo pelo pensamento crítico por parte da mídia. Segundo o jornal G1, quase 90% dos brasileiros se informam pela televisão sobre as coisas que acontecem no país, com isso é nítido a importância da mídia no pensamento crítico que tem-se sobre a sociedade, uma vez que é o principal meio de informação populacional. Não obstante, ao invés de utilizar desse benefício para criar debate e auxiliar a população a ter um pensamento questionador, essa ferramenta é usada para falas graves de forma agressiva, fazendo assim, com que a população não tenha o discernimento do que é certo e o que e errado.

Dessarte, a luta pelo combate a violência, feita com as própria mãos tornou-se um desafio árduo que precisa ser combatido. Por isso, cabe ao Ministério da Educação, criar por meio de verbas governamentais, programas televisivos e palestras gratuitas que incentivem a população a exercer o pensamento crítico perante posicionamentos que obtenham perspectiva violenta, visando a compreensão de que agressão só irá levar a mais agressão. Faz-se mister, ainda, que o Poder Legislativo, crie leis que obriguem jornais, mesmo aqueles que tenham temática parcial, a não fazerem comentários que possam incentivar algum tipo de violência, e que cidadãos tenham espaço online para denunciar esses tipos de comentário, fazendo com que a assim o jornalismo cumpra a sua verdadeira função.