Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 24/04/2020
Nos quadrinhos do Batman, personagem da editoria DC Comics, são retratadas histórias de um justiceiro, que faz justiça por conta própria. Não distante da ficção, a justiça feita pelas próprias mãos se torna mais presente no Brasil, sendo a mídia, um dos seus principais incentivadores. Dessa maneira, a audiência de matérias que influenciam à agressão, corrobora para a violência em busca de justiça, e cria, em muitos casos, uma insatisfação populacional contra as leis impostas pela Constituição.
Primeiramente, o Código Hamurábi, 1780 a.C., afirma: “Olho por olho, dente por dente”, onde a lei exige que o agressor seja punido de forma igual ao sofrimento que causou. Sendo assim, a mídia ao fazer conteúdos violentos apelativos, onde exprimem claramente a opinião pessoal, e não apenas a informativa, torna-se influenciadora do sentimento de fazer justiça com as próprias mãos, visto que, em muitas situações, a Justiça Federal, devido a grande demanda, demora para resolver os casos.
Ademais, a busca por justiça, assim como a demora da solução de alguns casos, acarreta na população insatisfação para com as leis. De forma análoga, o teórico político, Thomas Hobbes defendia que os homens só podem viver em paz se submeterem-se a um poder absoluto e centralizado. Contudo, diferente ao que dizia Hobbes, a mídia se mostra uma confrontante da lei, influenciando, mesmo de forma indireta, a revolta contra as leis, causando assim, manifestações não pacíficas nas ruas.
Portanto, faz-se fundamental o debate sobre como a mídia incentiva a violência e a justiça com as próprias mãos. Diante disso, o Governo Federal, junto com o Ministério de Propaganda, como órgãos superiores e responsáveis, devem criar uma lei que puna os meios midiáticos que incentivem a violência, através da criação de uma taxa de 15% para aqueles que violarem a lei, a fim de que a circulação de matérias, fotos e vídeos de cunho violento tenham reduções. Logo, os brasileiros se afastam da ficção do Batman, e não se tornam justiceiros.