Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 08/05/2020
Datena, apresentador do SBT, sugere “campo de concentração” para pessoas com Coronavírus, cogitando o direcionamento para o local com a ação do exercito, marinha e aeronáutica. A priori, emissoras de televisão e rádio, muitas vezes, incitam a violência de forma implícita ou explicita, suscitando no aumento da discriminação. Ademais, são frequentes os bordões, tais como: “bandido bom é bandido morto” estimulando, também, a justiça com as próprias mãos. Logo, para evitar o retrocesso social no combate a violência, cabe ao Ministério da Justiça atuar.
Sob esse viés, fica evidente a teor violento de alguns pronunciamentos e ações, considerado normal, inclusive, propondo isolamento social em decorrência do Coronavírus e coagido pelo exercito, com intuito de preservar a economia dos gastos na prevenção da doença, de forma eufemística afirmar serem tratados com “carinho”, desconsiderando os aspectos históricos do termo símbolo de preconceito. Outrossim, tais acontecimentos fomentam no aumento progressivo da discriminação, a partir do momento em que há relativização da solidariedade. Segundo a filosofa Hannah Arendt, o contexto atual é marcado pela banalização do mal, ou seja, as ações violentas são consideradas normais.
Soma- se a isso, a influencia da mídia na procura da justiça com as próprias mãos, de forma que repercute notícias acerca do assassinato de bandidos, como algo a se fazer. É oportuno mencionar, a discussão sobre a posse de arma, uma discussão supervalorizada pelas emissoras de televisão e rádio, fazendo com que inspire na sociedade um senso de justiça voltada a uma ação do próprio indivíduo. Paralelo a isso, constata- se que a euforia do progresso deu lugar à incerteza do futuro, dado a expectativa de diminuição dos índices de violência, com ação da justiça e, no entanto, seu crescente aumento relacionado à manipulação dos meios para divulgação de informação.
À luz dessas considerações, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Público criar uma política de vigilância aos meios de comunicação e suas respectivas informações propagadas, com intuito de minimizar sua influencia nos crescentes dados de violência. Por meio de um sistema de filtragem de dados no qual se houver a existência de repercussão acerca de jornais, ou até mesmo, propagandas de cunho violento, ser identificado e imediatamente reprimido. Sendo assim, haveria a minimização do preconceito e discriminação, além da agressividade na sociedade, principalmente, relacionada a justiça com as próprias mãos.