Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 05/05/2020
Em 1933, com a ascensão do nazismo, houve uma forte influência da mídia em propagar a doutrina antissemita e racista do partido alemão. Com isso, muitas informações falsas e notícias censuradas foram disseminadas na Alemanha. Assim, infere-se o poder manipulador e ideológico da imprensa em expor aquilo que é convencional para seus conceitos, como a propaganda, e doutrinador para seus fins políticos.
Nesse contexto, podemos analisar a dissolução dos ideais fascistas na Itália em 1922, quando o ditador Benito Mussolini, por meio da mídia, ascendeu ao poder com seu discurso manipulador de união das classes sociais. Logo, com a expansão de seu regime, diversos assassinatos, e casos de violência repressora por parte do governo, bem como incidências por injurias raciais, foram acobertados pela imprensa. Como resultado, denota-se a submissão da mesma frente ao Estado, o que demonstra seu caráter discrepante em relação aos valores éticos e morais a que sucumbe, a fim de que possa atingir seus objetivos.
Por outro lado, de uma perspectiva diferente, é indubitável citar o poder coercitivo midiático no que se refere as razões de justiça. Haja vista que a influência corporativa, na maioria da vezes, expõem fatos, dados, informações que corroboram de maneira positiva para o entendimento da população. A exemplo disso, podemos destacar as eleições presidenciais no Brasil em 2018, em que diversas notícias falsas foram espalhadas, com o intuito de atingir negativamente os candidatos. Em virtude disso, a mídia assumiu um papel mediador de informações, de modo que colaborou para dissipar as falsas cognições políticas dispersas naquele ano.
Portanto, é imprescindível salientarmos que algumas medidas devem ser adotadas para que as causas de violência e justiça incitadas pela mídia, não submetam-se a processos autoritários. Desse modo, é importante que o Estado assuma uma postura reguladora, para determinar sanções jurídicas e burocráticas, que coíbam com a interferência política da mídia em meio a questões governamentais. Dessa maneira, a imprensa poderá sequenciar suas propaganda políticas e ideológicas, mas que atinjam , somente, as camadas sociais, estabelecendo, em suma, seu dever influenciador.