Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 05/05/2020

Práticas, como linchamento e crimes contra a honra, são formas de transgressão às leis universais estabelecidas pela a ONU. Portanto, indivíduos que, por intermédio desse artifícios de violência propagados pela mídia, objetivam exercer justiça com as próprias mãos sem o alicerce da Constituição estão, além de infringindo as leis, incentivando e banalizando a violência na sociedade.

A princípio, a mídia possui o papel de divulgação de informações, debate social e formação de opinião na sociedade. Nesse sentido, a espetacularização da violência por parte de alguns telejornais promove na sociedade o sentimento de desconfiança nas autoridade esponsáveis pela justiça e controle de práticas hostis. Assim, os indivíduos, descontentes com a impunidade e a insegurança, atuam como justiceiros sociais.

Ademais, a internet e as redes sociais são canais ainda mais perigosos de incentivo à violência, pois não possuem restrições em relação aos conteúdos divulgados e acessados. Por conseguinte, jovens, os quais ainda estão em processo de formação de personalidade, estão mais vulneráveis a serem motivados a atuarem de forma violenta como forma de justiça, como ataques verbais nas redes sociais contra outro usuário.

Em suma, a fim de promover segurança na sociedade e evitar que a mídia promova práticas violentas como forma de justiça, o Poder Executivo deve atuar com a fiscalização mais rígida das leis e decretos contra tais práticas agressivas, como aumento da frota de policiais nas cidades e no meio cibernético. Além disso, investimentos do Estado em campanhas de conscientização em escolas