Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 06/05/2020

Columbine, 1999. Já havia local e hora para o que viria a ser um dos crimes mais noticiados da época, no qual dois jovens adentraram uma escola munidos de armas e dispostos a tirar o máximo de vidas que conseguissem. Tal barbarie serviu de inspiração para outra tragédia que ficou conhecida como “o massacre de Suzano”, dessa vez em São Paulo. Ambos amplamente divulgados pela mídia, esta, por sua vez, não poupou detalhes afim de chocar e assim enaltecer seu papel como sendo fundamental na divulgação de fatos e informações acerca do caso.

Diferentemente do que muitos pensam, é elevada a influencia do que lemos ou assistimos sob nossas atitudes. A proporção pode ser facilmente notada através de coisas simples do dia a dia,  como a forma  que nos vestimos e ate mesmo os cortes de cabelo. Naturalmente, as mídias e redes sociais tem papel crucial na hora de traçar qual será a nova cara da sociedade.  Com nossos comportamentos não seria diferente. Em um estudo publicado na década de 1970 pelo pesquisador americano, David Phillips, é possível verificar a quantidade crescente do numero de suicidios que ocorreram após uma enxurrada de casos envolvendo alguns artistas serem divulgados. Curiosamente, também foi notada, uma considerável diminuição de taxas de suicidio após um tempo sem veicular notícias desse teor.

Desta forma, é fundamental que haja uma maior fiscalização dos órgãos competentes, da forma como uma notícia deve ser dada além de um prévio estudo sobre seu impacto - seja ele negativo ou positivo- na sociedade.