Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 06/05/2020

Segundo o filósofo, Hans Jonas, “A tecnologia elimina a consciência, o sujeito consciente, a liberdade”. Nesse contexto, notam-se desafios ligados ao poder influenciador da mídia no consciente dos internautas por falta de conhecimento de tais ou pela inegável censura à difusão das ideias. Portanto, haja vista o poder influenciador da mídia na construção da consciência coletiva é notório que ela corrobora para incitar a violência e a justiça com as próprias mãos.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a associação para a prevenção do suicídio em conjunto com a imprensa, em 1987, desenvolveu um manual sobre como divulgar o suicídio, o que reduziu em 75% o número de casos nos anos seguintes, de acordo com o site mídia sem violência. Nesse sentido, tal situação está associada ao poder da mídia em influir na conduta de significativa parte da população. Dessarte, é evidente a sua capacidade de incitar a violência.

Em segundo plano, a atual era da informação favorece o desenvolvimento da mídia como porta-voz da sociedade em que a maioria é receptora da informação, de modo que o público aceita as informações sem questionamentos, e assim, eles ficam sem condições de influir no processo democrático. Por conseguinte, é necessário impor limites e ética aos conteúdos divulgados pela imprensa em geral.

Infere-se, então, que a questão de a mídia poder incitar a violência e a justiça pelas próprias mãos se encontra interligada a sua inegável censura à difusão das ideias pela imprensa. Desse modo, é imperiosa uma ação do Ministério da Justiça, que deve, por meio de leis, exigir dos meios de comunicação ética por parte dos profissionais e assegurar a liberdade de expressão do pública de maneira segura, de forma que o exercício do jornalismo seja um instrumento de cidadania. Logo, será possível consolidar a democracia.