Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 09/05/2020
A mídia é conceituada como o “quarto poder”, pois, tem influência sobre as relações sociais, políticas e econômicas de forma quase invisível. No entanto, essa relação entre emissor e receptor podem sofrer manipulação da violência, facismo e corrupção. Desse modo, a população absorve informações sensacionalistas causando assim possíveis conflitos.
Dentro da história podemos perceber momentos distintos, mas que trazem características da influência da mídia que incita a violência como ocorreu na ditadura da Alemanha comandada por Adolf Hitler que através de seu discurso levou o seu pais a iniciar uma guerra, além disso, a sua oratória velou seu lado facista, e se aprensentou como amistoso e patriota. Outro momento de sensacionalismo ocorreu recentemete quando um apresentador revelou ao vivo a morte de uma moça vítima de feminicídio que gerou sentimento de repúdio nacional em troca de audiência.
Em segundo lugar, podemos observar o perigo em relação ao que se é noticiado, pois, no Brasil existe uma massa de pessoas que carregam em si a necessidade de justiça. Embora os justiceiros promovam ações que “beneficiem” a população podem ocorrer equívocos em relação a um indivíduo que poderia vir a sofrer uma ação injusta por estar sendo confundido com o verdadeiro infrator. Desse modo, furos de notícias, boatos, retratos falados podem se tornar um perigo eminente a qualquer pessoa.
Em suma, o governo brasileiro instaurou a lei do direito de resposta que se refere ao direito de defesa de quem sofre qualquer exposição transmitida pelos veículos de comunicação, além disso, podemos contar com a atuação do FENAJ, órgão responsável por fiscalizar os possíveis abusos cometidos pela imprensa e por fim o artigo quinto que impõe direitos e deveres sobre os receptores e emissores de notícias.