Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 10/05/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas visavam comover e instigar o máximo de habitantes possíveis na Alemanha, com o intuito de adquirir ainda mais seguidores e apoiadores do seu regime totalitário. Esse objetivo só foi alcançado graças ao ministro Joseph Goebbels, que utilizou a mídia como expoente principal de sua campanha. Fora da historiografia, a realidade não é tão distinta, visto que a imprensa tem grande poder persuasivo sobre a população, logo, nota-se uma incoesão nesse processo. Pode-se dizer, então, que à ausência de fontes confiáveis juntamente à falta de profissionalismo dos grandes expositores da informação são os responsáveis por tal caso.

A priori, é evidente a grande quantidade de conteúdos publicados nos veículos sociais sem nenhuma fundamentação profissional ou com fontes ilegitimadas. Tais ações, na maioria das vezes, advém de indivíduos que buscam expor apenas um pensamento crítico e pessoal a respeito de determinado assunto. De acordo com o pensamento weberiano, os cidadãos moldam a sociedade segundo as suas ações, assim, evidencia-se um direcionamento individualista, num cenário formado pelo coletivo.

Ademais, é incontrovertível que a busca por números tem se intensificado cada vez mais e, consequentemente, precarizado à informação publicada pelos meios midiáticos mais relevantes do Brasil. Desse modo, o cidadão se torna a vítima, pois além de não ter acesso a notícias de qualidade é influenciado por julgamentos contraditórios que nem sempre provém de seu intelecto. Em contraposição, a Constituição Federativa de 1988, norma de maior hierarquia do conjunto jurídico nacional, garante a todos os habitantes do país uma série de direitos, um deles, por exemplo, seria a liberdade de expressão.

Dado o exposto, infere-se que reformulações conjunturais são necessárias acerca do sistema informacional brasileiro. Sendo assim, cabe a sociedade, conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e sociais, combater toda a imprensa nacional, a fim de mitigar as falsas fontes e minimizar as incoerências atuais. Posto isso, essas ações devem ser feitas por meio de boicotes e campanhas de mobilização, com ênfase nas irregularidades exercidas pelos possuidores do monopólio midiático. Dessa forma, o Brasil irá de encontro à realidade presenciada pelos alemães no fim do Século XX.