Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 12/05/2020

O Código de Hamurabi, criado por volta de 1772 a.C., se trata de um conjunto de 282 leis, no qual é conhecido como a mais fiel origem da legislação. Entretanto, apesar da ação de medir consequências para determinado tipo de comportamento ter sido iniciada a muitos anos atrás, atualmente, encontra-se falhas na Constituição Brasileira. Dentre essas, destaca-se, a falta de normas que sirvam para informar sobre os riscos de influência que a mídia possui, em conjunto com a baixa monitoria dos pais, por indícios de que o filho esteja sendo induzido a atitudes tóxicas, está incitando a violência com as próprias mãos no país.

Hodiernamente, se faz visível o acesso a informação, sem restrição, de conteúdos diversos no Brasil. No entanto, não existe resquícios de que, junto com o assunto absorvido, há um manual dos malefícios que o próprio pode trazer, isto é, milhares de famílias são bombardeadas de referências sem saber, ao certo, como isso pode influenciá-los. Isso se evidência por conta da escassez de um condicionamento oficial que possa garantir que a sociedade entenda que junto com a informação, contém também o risco de manipulação.

Por conseguinte, nota-se que a inexistência de um padrão comportamental, favorável ao conhecimento dos malefícios midiáticos, está causando uma baixa monitoria, por parte dos pais e responsáveis, sobre os filhos, para informá-los de que os próprios estão aderindo à comportamentos tóxicos por influência negativa. Como resultado, centenas de jovens seguem, “cegamente”, pessoas que possuem lugar de fala perante a sociedade; participando de protestos violentos, disseminando ódio a certos indivíduos e, até mesmo, cometendo crimes agressivos, tudo sem saber, corretamente, a origem do que o fez agir dessa forma.

Diante de tal contexto, faz-se mister salientar a necessidade de mudanças nesse setor. Assim sendo, o MEC (Ministério da Educação), em parceria com o Poder Legislativo, deve incluir nas escolas públicas e privadas, profissionais treinados, para efetuar palestras, no qual a presença dos responsáveis seja obrigatória, a fim de discutir, abordar e apresentar a problemática do assunto em pauta. Somente assim, será possível diminuir a recorrência da violência, originária da falta de precaução, acerca do tema.