Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 01/12/2020

Na Alemanha, durante o governo nazista, a mídia foi utilizada como instrumento de disseminação de ódio contra grupos minoritários, o que acarretou atos violentos contra eles. Nesse sentido, no Brasil contemporâneo, de maneira similar, os veículos midiáticos são utilizados para disseminar mentiras e ódio, o que acarreta casos de violência e de justiça com as próprias mãos. Logo, cabe à Escola e ao Estado solucionar essa problemática.

A princípio, deve-se pontuar que segundo reportagem do G1, uma mulher foi linchada até a morte em Guarujá após, por notícias falsas, ser considerada com praticante de magia negra. Com efeito, a propagação de Fake News, coadunada com a ausência de censo crítico, tem sido muito influente na formação da opinião dos cidadãos. Desse modo, caso não sejam coibidos, casos de assassinatos “por engano” tornar-se-ão mais frequentes no país.

Ademais, vale ressaltar que, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social molda o agir do indivíduo. Efetivamente, muitas pessoas, tendem a assimilar que linchar é correto ao manter-se em contato frequente com programas criminais em que o apresentador exalta atos de ataques físicos coletivos contra criminosos. Dessa forma, o desejo de ser “justiceiro” torna-se presente na mentalidade comum, o que ocasiona atos revoltos.

Portanto, urge que as instituições de ensino e o Estado solucionem essa problemática. Para tal, a Escola deve, por meio do trabalho de pedagogos, fomentar a criticidade dos alunos, com o ensino de como analisar e identificar se uma notícia é falsa, com o fito de evitar que inocentes morram por engano coletivo. Outrossim, o Governo deve coibir a exaltação de atos violentos, a fim de evitar linchamentos. Com essas ações, será possível evitar que a mídia seja utilizada como geradora de violência.