Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 26/05/2020

O escritor britânico George Owell denunciou em sua obra 1984 o entretenimento massificado e a manipulação dos sentimentos humanos como os maiores perigos das atuais democracias.Nesse sentido,vários programa brasileiros incentivam a violência gratuita,com o fito de indignar seus expectadores e ganhar mais audiência.Isso se deve,sobretudo,à incompetência administrativa do governo em penalizar tais mídias sensacionalistas e ao descaso de parte da população em relação a tal injustiça.Logo,é necessário combater a problemática supracitada.

Primordialmente,o filósofo Theodor Adorno afirma que a desvalorização da racionalidade deve-se a ascensão dos meios de comunicação em massa,que condicionam os consumidores a comportamentos conformistas.Acerca dessa lógica, a incitação da violência,por parte da mídia,capitaliza as falhas jurídicas do país,não permitindo o criticismo da população acerca das reais falhas do judiciário brasileiro,que são limitadas a impunidade.Em consequência disso,tais defeitos são perpetuados no sistema prejudicando os cidadão.Logo urge maior competência governamental e consciência crítica da população

Outrossim,o sociólogo Zigmunt Bauman denuncia a fragmentação das relações sociais no “mundo líquido contemporâneo”,caracterizado pela supervalorização materialista.Nesse viés,tal insensibilidade impossibilidade a compaixão humana para com os indivíduos expostos nas mídias sensacionalistas.Além disso,comportamentos mais destrutivos são incentivados por esses programas.Destarte,a inteligência emocional é fundamental para a conservação da solidariedade e para a democracia

À luz dessas considerações,a incitação da violência gratuita pela mídia deve ser combatida.Para isso o Ministério da Justiça deve intensificar políticas de penalizarão,por meio de multas econômicas mais elevadas e imposição de serviços comunitários de acordo com o grau e de exposição da agressividade presente no programa.Assim, o opressivo Estado previsto por George Orwell poderá ser evitado.