Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 23/05/2020

Na série televisiva “Demolidor”, é retratada a vida de um justiceiro que vive em Nova Iorque, a qual combate a crimes sem o concessão jurídica. Fora da ficção, tal representação faz-se próxima do cenário hodierno, visto a forma que a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos, advindo do estímulo das reações em massa provocada na sociedade. Nesse âmbito, é fulcral compreender acerca da causa, consequência e possível resolução do impasse.

Em primeiro plano, cabe entender fatores que permitem a manutenção da problemática. Nesse sentido, segundo o sociólogo Weber, o “poder legítimo” é a imposição da vontade individual ao outro e este se deixa influenciado. Sob tal ótica, é notório que em detrimento a incitação da violência por meio dos influenciadores, têm-se o aumento de justiceiros com o intuito de combater a criminalidade. Dessa forma, fica evidente que decorrente a grande exposição da violência nos meios midiáticos tem a incitação da violência.

Outrossim, segundo o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Consoante ao pressuposto, é sabido que decorrente a espetacularização da mídia a atos violentos, tem-se a influência da prática de se fazer justiça com as próprias mãos. Nessa conjuntura, o dever de combate a ilegalidade assegurado pelo Estado é retirado. Como resultado, o contrato social feito entre a sociedade e o Governo, conforme fundamentado pelo o filósofo contratualista John Locke é retirado.

Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a resolução do impasse, urge que o Ministério da Justiça crie, por meio de um projeto de leis a ser entregue à Câmara dos Deputados, que consista na criação de normas que intesifique a punição de pessoas que praticam tais atos, visto que assim, os justiceiros “paguem por suas ações. Desse modo, casos como visto em “Demolidor” se distanciará do cenário hodierno e a prática de se fazer justiça com as próprias mãos não se fará recorrente.