Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 31/07/2020
Segundo o pensador político Charles Tocqueville “O grande objetivo da justiça é substituir a ideia da violência pelo direito”, então fica submetida a ideia que resolver um crime com base no código de Hamurabi “olho por olho, dente por dente’’ não é correto hodiernamente. E por consequência, a sociedade acaba comprometendo a justiça, e a justiça brasileira por sua vez acaba ficando cada vez mais desamparada.
Em primeiro plano, ao expor imagens de um indivíduo suspeito, a mídia o está condenando antes mesmo dele ser julgado, havendo dois julgamentos, o do juiz e o dos meios de comunicação. Com isso, dependendo do crime e da repercussão que tiver socialmente, a vida do indivíduo corre risco, podendo levar muitas vezes ao óbito dado que violência gera mais violência.
Visto que em 2016, um estudo da Organização não governamental (ONG) mapeou mais de 15.700 irregularidades cometidas pelas emissoras monitoradas, dentre os erros citados, está altamente presente a incitação a violência. É evidente que pessoas de fácil manipulação se sentirão no direito de combater crimes, já que as políticas públicas não resolvem a grande quantidade de crimes e a mídia expôs essa liberdade, acontecerá vários caso de mortes inocentes.
Para concluir, é notório que a violência está cada vez mais presente na sociedade brasileira, mas com leis mais rígidas ainda é possível de se amenizar. Portanto, cabe ao Governo Federal através do STF executar uma possível melhoria na aplicação das políticas públicas, em implantar leis que proíbam as mídias de cometerem incitação a violência, com o propósito de haver uma redução dos justiceiros na sociedade, assim como afirma o pensador Charles Tocqueville.