Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 27/05/2020

Na série televisiva “Demolidor”, é retratada a vida de um justiceiro que vive em Nova Iorque, a qual combate a crimes sem a concessão jurídica. Fora da ficção,tal representação aproxima do cenário hodierno, visto a forma que a mídia pode incitar a violência com as próprias mãos. Nessa conjuntura, é fulcral compreender de que forma o estímulo das reações em massa causadora da influência comportamental do cidadão está relacionada com a problemática.

Em primeiro plano, convém analisar fatores que permitem a manutenção do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Weber, o “poder legítimo” é a imposição da vontade individual e esta é aceita. Sob tal ótica, é notório que, em detrimento a incitação da violência por meio dos influenciadores, têm-se o aumento dos justiceiros com o intuito de combater a criminalidade. Dessa forma, fica evidente que decorrente a grande exposição a violência nos meios midiáticos tem o estímulo de tal ação.       Outrossim, segundo o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Consoante ao pressuposto, é sabido que decorrente a espetacularização da mídia a atos violentos, tem-se a influência da prática de se fazer justiça com as próprias mãos. Nesse âmbito, o dever de combater a ilegalidade assegurado pelo Estado é retirado. Como resultado, o contrato social feito entre a sociedade e o Governo, conforme fundamentado pelo filósofo contratualista John Locke é retirado.

Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a resolução do impasse, urge que o Ministério da Justiça crie, por meio de um projeto de leis a ser entregue à Câmara dos Deputados, que consista na criação de normas que intensifique a punição de pessoas que praticam tais atos, visto que assim, os justiceiros “paguem” por suas ações. Desse modo, casos como visto em “Demolidor” se distanciará do cenário hodierno e a prática de se fazer justiça com as próprias mãos se fará recorrente.