Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 09/06/2020

Ao analisar o contexto do início do século XIX, observa-se a introdução da Revolução Industrial no âmbito brasileiro. Com isso, o surgimento de novas tecnologias e de meios informacionais começou a estar cada vez mais presente. No contexto hodierno, o acesso fácil as informações podem tangenciar ações negativas no que diz respeito à justiça social. Dessa forma, a exposição excessiva de casos violentos e a insinuação de que a resolução individual é uma solução plausível corroboram para a ação da justiça com as próprias mãos.

De acordo com preceitos de Milton Santos, a geração atual encontra-se imersa em um meio científico e informacional,ou seja, a tecnologia é uma aliada direta no cotidiano nacional.Entretanto, a mídia, como principal meio gerador de informações, acaba, muitas vezes, atuando de forma errônea quando mostra excessivamente aspectos negativos. No caso da violência, isso gera uma confiança na população de resolver os dilemas pessoais violentamente e acarreta inúmeras mortes na sociedade.

Além disso, quando, na mídia, são apresentados casos de violência que foram “solucionados” por meio de atos de vingança acaba por gerar uma ideologia de que é a solução correta. A maioria das consequências violentas supracitadas têm em comum um aspecto: a falta de credibilidade no Poder Executivo do Brasil, gerado, na maioria das vezes, pela demora na resolução de processos dos fóruns brasileiros. Assim, é possível perceber o papel fundante da mídia na formação crítico-social da população e, também, a necessidade de melhoria no sistema judiciário .

Portanto, medidas são fundantes para reverter a situação.Logo, o Terceiro Setor- instituições que objetivam o bem do País- deve promover uma maior fiscalização no modo de repasse de informações de cunho judicial que a mídia executa.Essa ação, com o fito de minimizar violência com as próprias mãos, auxilia na inferiorização do sentimento de impotência populacional.Ademais, deve haver uma ampliação dos trabalhadores dos forúns para uma maior rapidez das análises de processos.