Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 30/10/2020
No ano de 2020, diversos cidadãos estadunidenses foram as ruas protestar contra os policiais de Minessota, usando a força como forma de justiça, após a mídia exibir a morte de Baysha Brooks pelo agente Garret Rolfet pelo fato de ser negro, os protestos continuaram após a liberdade de Rolfet pelo tribunal estadunidense. Nesse sentido, é notório que mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos, seja pela exposição de casos cruéis, seja pela exposição de falhas do sistema penal.
Primordialmente, vale ressaltar a exposição de casos cruéis como um dos entraves da temática. Dessa forma, cabe mencionar Emily Durkhein, importante sociólogo contemporâneo, ao estudar as relações humanas existentes afirma que o individuo age compulsivamente com um ato agressivo por influência ou indignação pós visualizar algo que o deixa revoltoso. Nesse interim, é inegável que a demonstração pela imprensa de acontecimentos revoltos pode incentivar as pessoas a agirem de forma violenta como forma de retidão.
Além disso, é indiscutível que a revelação das lapsos do sistema penal pode colaborar como um dos fatores de tal conjuntura. Dessa maneira, muitas vezes a rede de comunicação, como jornais e televisões retratam o debate acerca das erros do poder judiciário, ocasionando assim manifestações das pessoas, consequentemente usando a força como forma de suprir os defeitos do forense exposto pela publicidade.
Portanto, para que mídia diminua a incitação a violência e a justiça com as próprias mãos, cabe ao poder judiciário, órgão responsável por interpretações das leis da constituição, em parceria com as escolas, elaborar palestras a respeito de ações maléficas tomados pela sociedade como forma de combater a injustiça, para que assim, evite-se a todo custa más resultados as gerações porvindouras.