Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 17/06/2020

O romance “1984”, escrito por George Orwell, revela uma sociedade distópica governada por um Estado autoritário. Não obstante, a cena “Dois minutos de ódio” evidencia  um programa que tinha o intuito de incitar a violência e a justiça com as próprias mãos. Ao sair do âmbito literário, o enredo se repete na realidade quando, historicamente, as autoridades usam a mídia para causar o caos. O Poder Público nada faz e deixa a  violência se propagar.

Primeiramente, é indubitável que as mídias exercem uma influência histórica. Por esse motivo, as propagandas da Alemanha nazista praticavam apelos psicológicos para desvalorizar as minorias. Consoante a isso, o site R7 evidencia publicações no Twitter de Trump, presidente dos Estados Unidos, que incita o ódio contra as manifestações sobre o assassinato de George Floyd, em Mineápolis, isso indica que as marcas de discursos deturpados não foram refutadas e permaneceram.

Nesse contexto, o Poder Público permanece inerte quando neligencia a problemática. Nesse sentido, vale ressaltar o conceito de justiça aristotélico que pressupõe que o bem comum deve ser valorizado em qualquer situação para que a ética seja praticada. Por isso, é dever do Estado valorizar o bem comum e reter qualquer incitação a violência que cause a obscuridade na sociedade.

Portanto, políticas públicas devem ser realizadas. A campanha “Não incite o ódio!” poderia ser consolidada com o auxílio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em que seria realizado propagandas nas plataformas digitais com mensagens que alertem a população sobre os discursos de ódio e violência. Em suma, as mensagens poderiam ser “Fique atento a incitação do ódio e não seja uma vítima desse discurso” para, assim, estimular o pensamento crítico sobre as mídias. Ademais, os “Dois minutos de ódio” deixariam de ser similares a realidade e ficariam apenas para apreciação literária.